quarta-feira, 8 de abril de 2009

Barão Geraldo faz a festa do 'Boi Falô'


O boi falô que é pecado trabalhar na sexta-feira Santa. Fazer festa pode.

A comunidade do Distrito de Barão Geraldo promove nesta sexta-feira da Paixão, 10 de abril, a 14ª edição da tradicional festa folclórica "Boi Falô". A programação será realizada das 9h às 14h, na praça Manoel Siqueira, situada na Rua Jerônimo Páttaro, ao lado da Escola Estadual Barão Geraldo de Rezende, no Centro.

A festa envolve esforços conjuntos da Subprefeitura de Barão Geraldo, da Secretaria Municipal de Cultura e da comunidade local. Cerca de 80 voluntários participarão da festa este ano.

A exemplo das edições anteriores, empresários do Distrito e região também colaboram nos preparativos da festa, que é muito prestigiada pela população. Aproximadamente seis mil pessoas prestigiaram o evento no ano passado.

O preparo da tradicional macarronada, servida gratuitamente e aguardada com expectativa pelas pessoas que acompanham o evento, será coordenado, como de costume, pelo morador Virgínio Alves Barbutti. A expectativa dos organizadores é que serão servidas 1.400 refeições e refrigerantes, além de camisetas com o emblema da festa. Para o preparo do alimento será utilizada cerca de uma tonelada de macarrão e diversos quilos de outros ingredientes.

Os produtos foram doados pela iniciativa privada, enquanto que vários voluntários participam do preparo da macarronada na cozinha da escola Barão Geraldo de Rezende, e da sua distribuição no local da festa a partir das 12h.

Programação

A festa terá início às 9 horas com a apresentação do grupo TI GUM Perfumado, que desenvolve atividades no Centro de Saúde local. Na sequência, entidades e escolas de Barão Geraldo apresentarão encenações sobre o tema "Boi Falô". Na programação constam também shows de músicas raiz a cargo de duplas sertanejas da região e corais.

O público tem a chance de participar de oficinas de artesanato e às 12h poderá saborear a tradicional macarronada, prato típico da festa, que é preparado por voluntários. A festa será encerrada por volta das 14 horas, com show do grupo Savurú de Benê Morais, ligado à Casa de Cultura da Vila Padre Anchieta.

Lenda

Conta-se que a lenda do "Boi Falô" surgiu no ano de 1888, na fazenda Santa Genebra, de propriedade do Barão Geraldo de Rezende. Um dos escravos que trabalhava nas plantações de cana de açúcar e café foi obrigado pelo capataz a ir ao pasto e atrelar um boi para arar a terra, em uma sexta-feira Santa.

Esse escravo, chamado Toninho, um rapaz franzino e muito obediente, foi então colocar a canga no animal, que estava deitado sob uma frondosa árvore. Por mais que o escravo insistisse, o boi não saia do lugar. Foi ai que o animal olhou para o escravo, deu um mugido alto e disse: “Hoje é dia santo, é dia do Senhor, não é dia de trabalho”.

O escravo saiu correndo para sede da fazenda, gritando: o boi falô, o boi falô! Segundo a lenda, o capataz ainda teria tentado castigar Toninho pela insubordinação, mas ele correu para a Casa Grande a procura do Barão Rezende que, ao ouvir seu relato, teria lhe dado razão e ordenado que ninguém trabalhasse naquele dia.

O escravo passou a trabalhar dentro da casa por muitos anos, até sua morte, e, em consideração aos seus bons serviços, acabou sendo enterrado junto ao túmulo do Barão, no cemitério da Saudade, em Campinas.

A lenda faz parte do folclore do Distrito de Barão Geraldo. O túmulo do escravo Toninho é um dos mais visitados no dia de Finados, principalmente por aquelas pessoas que querem alcançar uma graça.

Contatos: Subprefeito Miguel Tadeu Rodrigues e a funcionária Emília Maria – Tel. 3289.1153

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Serra confirma Fernando Costa para reitor da Unicamp até 2013


O médico Fernando Costa, 58 anos, foi confirmado pelo governador José Serra, na tarde de sexta-feira (3), como o novo reitor da Unicamp para o período 2009-2013. A designação vem publicada na edição do Diário Oficial do Estado deste sábado (4 de abril).

No último dia 31 de março o governador havia recebido lista tríplice elaborada pelo Conselho Universitário (Consu) da Universidade (foto) em que o nome de Fernando Costa aparecia em primeiro lugar, com o voto de 61 dos 67 conselheiros presentes. Sessão do Consu que definiu a lista tríplice: resultado reflete a consulta indicativa para escolha do próximo reitorCompunham ainda a lista a bióloga Gláucia Pastore, que obteve 38 votos no segundo escrutínio, e o historiador Edgar de Decca (48 votos no terceiro escrutínio).

A lista tríplice enviada ao governador reflete, por sua vez, o resultado da consulta indicativa para escolha do próximo reitor realizada nos dias 11 e 12 de março com a participação de professores, funcionários e estudantes nos campi de Campinas, Piracicaba e Limeira. Naquela fase do processo, Fernando Costa conquistou 60,97% dos votos válidos, contra 39,03% obtidos por Gláucia Pastore. Edgar de Decca, companheiro de chapa de Fernando Costa para o cargo de coordenador geral da Universidade, foi indicado para completar a lista.

O próximo reitor será o décimo na linha de sucessão de Zeferino Vaz (1966-1978), fundador da Unicamp e seu primeiro dirigente. Depois dele vieram o médico com especialidade em patologia clinica Plínio Alves de Moraes, o médico ginecologista José Aristodemo Pinotti, o economista Paulo Renato Souza, o linguista e poeta Carlos Vogt, o médico pediatra José Martins Filho, o engenheiro de eletrônica Hermano Tavares, o físico e engenheiro de eletrônica Carlos Henrique de Brito Cruz e o engenheiro de alimentos José Tadeu Jorge, atual reitor.

O novo reitor tomará posse às 19 horas do dia 17, em cerimônia no Centro de Convenções da Unicamp.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Câmeras alertam Autoban e salvam baronense descontrolada na Bandeirantes


Graças a uma equipe da AutoBAn, que foi comunicada da presença de um Ford Ka, dirigido por uma mulher “descontrolada”, as câmeras de monitoramento da Rodovia dos Bandeirantes passaram a “seguir’ a condutora. Os controladores acionaram a Polícia Rodoviária, que realizou um cerco ao veículo.

Durante alguns quilômetros a mulher fazia “ziguezague” e não parava. Os policiais também fizeram um comboio, para evitar que ela batesse em outros veículos.

Segundo a Assessoria de Imprensa da AutoBAn, o fato ocorreu na manhã de quinta-feira. Foram momentos de tensão, até que a mulher bateu o carro contra a mureta de concreto e estacionou na faixa do “Sem Parar” do Km 77, em Vinhedo.

Depois, os médicos da AutoBAn constataram que ela era diabética e não tinha tomado a insulina, sofrendo uma crise. A motorista reside no Barão Geraldo, em Campinas e está bem.

Dez carros são arrombados em arrastão no campus da Unicamp

Depois da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ter anunciado um investimento de R$ 5 milhões em segurança no campus, uma nova onda de furtos varreu o campus na sexta-feira. Dez carros foram arrombados, e seis tiveram objetos do interior levados por bandidos. No primeiro trimestre deste ano foram registrados 84 furtos, contra 37 no mesmo período em 2008.

A forma de agir dos ladrões é sempre a mesma: desativam o alarme através do capô e forçam a porta para entrar. A ação dos criminosos ocorre, na maioria das vezes, em plena luz do dia.

A segurança atual do campus é feita por 80 servidores públicos e 250 funcionários de uma empresa terceirizada.

Em nota divulgada pela assessoria de impressa, a Unicamp informou que tem se preocupado com a incidência das ocorrências e tem tomado medidas para aprimorar a segurança no campus, como um aumento recente nas rondas. O controle de entrada e saída de veículos, nas quatro portarias que permitem acesso ao interior do campus, está com sistema de cadastros e cartão de identificação, informou a nota.

A Unicamp também está preparando um edital para contratação e instalação de 240 câmeras, que farão o monitoramento de todo o campus, além de auxiliar o controle de acesso, registrando imagens de veículos e dos seus condutores.

domingo, 29 de março de 2009

Agentes fazem arrastão contra a dengue em repúblicas de Barão Geraldo


Agentes da Secretaria de Saúde e da Unicamp realizaram na manhã deste sábado (28) um arrastão contra a dengue no bairro Cidade Universitária, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas. A principal preocupação na região são as repúblicas, pois é difícil encontrar os estudantes em casa e a época propícia para larvas coincide com o período de volta às aulas.

Além da dificuldade em identificar os criadouros, a época pós-chuva é ideal para a proliferação das larvas do mosquito. A visita porta a porta é a melhor opção para se combater a doença, segundo os funcionários que realizaram o arrastão.

De acordo com o biólogo da Visa Norte, Ovando Provatti, biólogo da Visa Norte, o bairro detém um nível preocupante de transmissão da doença, já que o número de casas fechadas é bastante significativo. "Devido ao grande número de estudantes e de pessoas que trabalham fora, muitas casas do bairro acabam ficando fechadas (cerca de 65%) ao longo da semana, impossibilitando o nosso trabalho", explicou o biólogo. Provatti ressalta ainda, que mesmo nas casas onde há empregadas é difícil a entrada dos técnicos. "Na maioria das vezes, essa profissional recebe orientações dos patrões para que não deixem ninguém entrar", completou.

Outro fator de transmissão é a grande circulação de pessoas no bairro, entre elas os universitários, que vêm de diversas cidades e podem estar contaminados, o que aumenta o índice de casos importados.

"O bairro sofre com o grande número de mosquitos e criadouros, além disso, existe um agravante que é o fato de que as pessoas contaminadas utilizam a rede particular para se tratar, dificultando um controle nosso sobre dados mais precisos da doença", disse Provatti.

O índice de casos de dengue em Campinas em 2009 ainda é considerado baixo. Até o momento, 45 pessoas contraíram a doença. Em 2008, o número chegou a 259. Já em 2007, quando houve uma epidemia, foram 9.208 casos confirmados.*

sábado, 28 de março de 2009

O comércio da morte


Todo mundo tem medo de morrer. Morrer pobre então é um desespero. Na tentativa de garantir uma morte mais digna, mesmo na pobreza, milhares de pessoas são seduzidas pelo plano funeral, uma espécie de consórcio da morte combinada com a poupança da passagem para o outro mundo, que também ninguém sabe se existe, mas muitos acreditam.

É um consórcio em que ninguém espera ser contemplado. O medo da morte se
justifica pelo mistério que ela envolve. É um mistério que muitos já tentaram explicar, mas ninguém convenceu totalmente ainda a maioria das pessoas. Se existe vida além da morte, se vamos para o céu ou inferno, se acaba ali a alegria ou o sofrimento de viver, ninguém sabe.

Uma coisa é certa: a vida é finita e começamos a morrer assim que nascemos, morremos um pouco a cada dia, mas só nos damos conta da falência da vida quando ela se esgota e se aproxima. A sabedoria está em viver a vida em plenitude, e aproveitar a dádiva concedida aos seres vivos pelo ser supremo que alguns chamam de Deus, e os ateus de biologia. O mistério da vida é tão intrigante quanto o da morte, mas não tão sinistro.

Um humor mórbido e envergonhado, domina as pessoas quando falam da perspectiva da morte. É como se rir afastasse um pouco a imagem tenebrosa do fim da vida. Para morrer basta estar vivo. A morte é a única coisa certa na vida. Só não há remédio para a morte. São inúmeras as frases prontas e ditados criados pela sabedoria popular para afastar o temor da morte, todos insuficientes para aliviar a angústia da morte certa.

Fazer desse sentimento um comércio é um bom negócio, mas é cruel pelo perfil do público que atrai, geralmente pessoas humildes que se preocupam em não ter o mínimo para a hora fatídica. Os valores cobrados ficam, literalmente, pela hora da morte. É um produto que o consumidor paga até o fim da vida, também literalmente, e não vai poder conferir a qualidade. É como comprar um terreno no paraíso. Já um terreno no cemitério é necessário, para se ter onde cair morto.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Unicamp terá 240 câmeras de monitoramento e cancelas automáticas


A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vai investir R$ 5 milhões neste ano para instalar cancelas eletrônicas nas guaritas e 240 câmeras de vídeo nas áreas externas. No primeiro trimestre deste ano, o número de furtos de objetos pessoais mais que dobrou no campus em comparação com o mesmo período de 2008, de acordo com dados da Pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário. Foram 78 furtos neste ano e 37 no ano passado. Os casos de furtos de veículos subiram de 13 para 16 e os roubos caíram de três para um. No ano passado, houve também um caso de sequestro-relâmpago.

Para o pró-reitor de Desenvolvimento Universitário, Paulo Eduardo Moreira Rodrigues da Silva, o número de ocorrências é pequeno em relação à quantidade de pessoas que circulam pela Unicamp e por não haver segurança armada. Cerca de 50 mil pessoas e 35 mil veículos passam por dia pela universidade. Seis veículos foram furtados e três tiveram objetos do interior levados por bandidos entre a última quinta-feira e a manhã de anteontem dentro do campus da Unicamp. As ocorrências foram registradas no 7 Distrito Policial (DP), de Barão Geraldo. De acordo com o delegado Fernando Figueiredo Chaib, há três meses no comando, esse tipo de crime é o mais comum e acontece quase todas as semanas.

Além das câmeras, serão instaladas cancelas eletrônicas nos acessos ao campus, ao custo de cerca de R$ 1 milhão, segundo o pró-reitor. O serviço será contratado com outro edital, que deverá ser lançado em 60 dias. A implantação deverá ocorrer em até de três meses. Hoje, pessoas cadastradas têm um selo no para-brisa que permite a entrada e, na saída, apresentam uma carteirinha. Visitantes recebem na entrada um formulário com data, hora, placa e marca do carro, que tem de ser devolvido na saída.

A segurança atual é feita por 80 servidores públicos e 250 funcionários de uma empresa terceirizada. Os vigilantes fazem rondas de carro, moto e bicicleta, além de ficarem em 129 postos fixos. No total, são gastos R$ 12 milhões por ano, sendo que R$ 8 milhões são pagos à empresa Servi e R$ 4 milhões são gastos com a folha de pagamento dos funcionários da universidade.

Contra

O Diretório Central dos Estudantes (DCE) é contra a instalação de câmeras, segundo a coordenadora Carolina Filho. “Achamos que, além de não garantir a segurança, também é uma forma de vigiar as coisas que acontecem no campus”, disse. Segundo a representante estudantil, a iluminação precária, o mato alto em alguns pontos do campus e a terceirização do serviço de vigilância são as principais deficiências do setor na Unicamp. Segundo o pró-reitor, a iluminação e a conservação são adequadas, mas podem ser melhorados se forem apontados problemas pontuais.