segunda-feira, 22 de junho de 2009

Declaração de ministro compromete a profissão dos advogados


Ao declarar que a decisão de derrubar a exigência de diploma de jornalista deverá criar um modelo para outras profissões que “ não exigem aporte científico e treinamento específico”, o presidente do STF, Gilmar Mendes, inclui sua própria profissão, a de advogado, no rol das que podem ser desregulamentadas.

Se existe uma profissão com similaridade à de jornalista é justamente a de advogados, pois ambas se baseiam em fatos e idéias, assim como fazem das letras, da história e dos usos e costumes fontes de suas interpretações dos fatos contemporâneos.

Segundo Gilmar Mendes, a decisão vai suscitar debate sobre a desregulamentação de outras profissões. O tribunal vai ser coerente e dirá que essas profissões podem ser exercidas sem o diploma.' Há, segundo o ministro, vários projetos sobre o tema no Congresso, que, se chegarem ao STF, terão a mesma interpretação dada à questão do diploma de jornalismo.

'A regulamentação, se for o caso, será considerada inconstitucional', afirmou o presidente do STF. Mendes esclareceu que, a partir de agora, o registro de jornalista no Ministério do Trabalho 'perdeu o sentido', assim como todos os outros aspectos que regulamentavam a profissão. 'O registro não tem nenhuma força jurídica.' O ministro também disse 'não ser viável juridicamente' a elaboração de uma nova lei pelo Congresso exigindo diploma, como sugeriu o ministro das Comunicações, Hélio Costa.

A exigência do registro de advogado na Ordem dos Advogados do Brasil também é inconstitucional, pois fere o princípio da liberdade de filiação a entidades de classe. A Constituição Federal diz no inciso V do artigo 8º que: “Ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato”. Portanto, o registro de advogado não tem nenhuma força jurídica.

Pousada do Sossego é opção de hospedagem e eventos agradáveis junto à natureza



Comemorações de aniversários, batizados e casamentos têm espaço adequado para diversões em área rural bucólica entre Vinhedo e Louveira

Comemorar aniversários, casamentos, noivados e confraternizar com grupos de amigos fazendo churrasco na beira da piscina, enquanto as crianças passeiam de pônei, os jovens batem uma bola no mini campo, os amantes da pesca tentam fisgar um tucunaré, pacú ou uma tilápia no lago, e os mais idosos passeiam no pomar, é possível na Pousada Recanto do Sossego.

E depois da festa, descansar em uma das 15 suítes do local, e encomendar um jantar para fechar com classe o final de semana. Toda essa programação é possível na Pousada Recanto do Sossego, localizada na divisa de Vinhedo e Louveira, que tem atraído grupos distintos de um público diversificado interessado no convívio com a natureza, no ar puro em meio a matas nativas e no silêncio da área rural.

Há dez anos instalada no local, que foi sendo melhorado constantemente, a pousada é administrada por Antonio Carlos de Almeida, que oferece também pacotes de hospedagem para Executivos com preços diferenciados durante a semana. O público que procura a pousada é formado por jovens casais, famílias e grupos de amigos nos finais de semana para confraternizações, além dos executivos a trabalho na região que repousam na pousada.

Entre as opções de serviços estão o aluguel do espaço e churrasqueira da piscina (há também quatro churrasqueiras em volta do lago de peixes) para festas de confraternizações, diária para uso somente da piscina, as diárias das suítes, e encomendas de jantares e almoços no restaurante da pousada. A partir de agosto estará funcionando todos os finais de semana um restaurante com a tradicional comida mineira.

As suítes são confortáveis e possuem cama de casal ou de solteiros, televisão e chuveiro quente. O lago foi formado a partir de um olho d´água que existia no local, com água natural e corrente, o que garante a qualidade dos peixes, mas a pesca está disponível somente para os hóspedes, que devem levar sua "tralha". A pousada promove ainda jantares encomendados e nos finais de ano realiza um banquete de réveillon para os clientes.

Serviço:
Pousada Recanto do Sossego
Estrada Vinhedo Louveira km 81, nº 2062 – Bairro Paiol Velho – Vinhedo – SP
www.pousadarecantodosossego.com.br
(19) 3878-4012 ; Cel: (19) 9351-2272

Oficina Primavera comemora um ano de atividades no Galleria Shopping


Parceria entre Galleria Shopping e Grupo Primavera é pioneira e inovadora; resultados da loja demonstram a força dessa união e o potencial da responsabilidade social

Nesta quinta-feira, 18 de junho, a Oficina Primavera, loja do Grupo Primavera localizada no Galleria Shopping, em Campinas, completou um ano. A data é um marco para a ONG que, de forma pioneira, chegou ao varejo em um endereço nobre na cidade para expor e comercializar suas bonecas e brindes. A montagem e operação da loja somente foi possível pela parceria entre o shopping e a ONG, que cedeu gentilmente o espaço para abrigar a loja. Essa união reafirma o compromisso do shopping em criar um ambiente para atrair e agregar um público interessado em praticar responsabilidade social, indo além de um simples local de consumo.

"Dentro deste primeiro ano, temos nos surpreendido com a organização, o crescimento profissional e desempenho desta loja. Aprendemos muito com a ONG”, afirma Alessandra Furtado, gerente de Marketing do Galleria. Segundo ela, o Grupo Iguatemi, que administra o Galleria Shopping, é admirador do trabalho realizado com meninas em situação de risco no Jardim São Marcos, na periferia de Campinas. “A loja foi uma forma que tivemos para concretizar a afeição e o respeito pela missão importante e muito especial na sociedade desempenhada pelo Grupo Primavera”, diz Alessandra.

Para comemorar o aniversário da loja, uma série de atrações foram organizada. O livro infantil “Sofia descobre o anjinho da guarda”, da escritora Adri Weber, foi lançado com exclusividade na Oficina com tarde de autógrafos e apresentação da boneca que representa a personagem principal da história, Sofia, criada pela ONG. No interior da loja, uma mesa de ‘chá de bonecas’, preparada por Carla Terzaghi, de São Paulo, ficará em exposição até julho.

Já o grupo de danças do Grupo Primavera, formado por 31 meninas atendidas pela ONG, fez duas apresentações, às 18h e 19h no palco central, localizado no piso 1 do shopping. Todas estarão fantasiadas de boneca, que é a marca registrada do Primavera. A apresentação incluirá ritmos variados, brincadeiras de roda e dança moderna.

Neste primeiro ano de atividades, a loja adotou várias práticas que contribuem para cativar os clientes, entre elas, a tematização da vitrine. A cada mês voluntariamente uma equipe de arquitetos, decoradores ou designers de ambientes usa um tema específico do período para a decoração e muitas pessoas conhecem a loja e as atividades da entidade atraídas pela vitrine. Para o aniversário, a vitrine foi montada pela decoradora Rita Diniz.

A loja abriga uma oficina onde se demonstra como a boneca é produzida, com o aproveitamento criativo e mais sofisticado de produtos e retalhos, e o showroom que mostra o produto pronto e os brindes para empresas feitos pela instituição.

Além da comercialização dos produtos confeccionados na sede do Grupo Primavera, a loja também auxilia na divulgação das atividades desenvolvidas pela ONG. Cerca de 400 meninas são atendidas diariamente no Jardim São Marcos e a ONG conta com o apoio financeiro de empresas e o trabalho de inúmeros voluntários para a realização de seus programas sócio-educacionais visando a inserção social e profissional do futuro das jovens.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Missa de Ação de Graças pelos 30 anos da Sobrapar será nesta quarta


Hospital comemora mais de 200 mil atendimentos desde sua fundação; no ano passado, foram realizadas 1200 cirurgias e mais de 16 mil atendimentos

Uma Missa de Ação de Graças celebrada pelo bispo de Campinas, Dom Bruno Gamberini, integra o calendário de comemorações de aniversário dos 30 anos do hospital da Sobrapar. Doadores e beneméritos, médicos, funcionários e admiradores do trabalho da instituição participarão da missa, que acontecerá amanhã, quarta-feira, às 16 horas, no hall do hospital. Referência no atendimento a portadores de fissura lábio palatina (ou lábio leporino) e deformidades do crânio e da face, o hospital recebeu recentemente o diploma que o classifica entre os melhores do estado em atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com mais de 200 mil atendimentos desde sua fundação, o hospital somou em 2008 cerca de 16 mil consultas e 1200 cirurgias, desde o fechamento de fissura lábio palatina a cirurgias de alta complexidade. De acordo com a presidente do hospital, Vera Lucia Raposo do Amaral, os resultados mostram a conscientização da população, dos profissionais de saúde e dos hospitais que fazem o encaminhamento dos pacientes.

Para este ano, o desafio é estimular parcerias com empresas e doações que garantam a continuidade dos serviços prestados. “Para que as doações ocorram, as pessoas devem se interessar pelo problema. Há ainda muito desconhecimento sobre as anomalias faciais e a melhor maneira de criar vínculo com os doadores é através da informação sobre as doenças e deformidades que tratamos”, diz a presidente.



Serviço:

Missa de Ação de Graças em comemoração aos 30 anos da Sobrapar

Quando: quarta-feira, 17/06/09, às 16h

Local: Hospital de Sobrapar

Endereço: rua Adolfo Lutz, 100 – Cidade Universitária – Campinas/SP

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Primeira brasileira no topo do mundo


O que leva uma pessoa normal a deixar uma atividade profissional segura e tranquila, o conforto do lar e a companhia do marido e filha, para se aventurar em escaladas de montanhas e viver situações adversas e perigosas, com risco de morte?

A resposta pode estar no íntimo da cirurgiã plástica Ana Elisa Boscarioli, primeira brasileira a conquistar o cume do Monte Everest, no Himalaia que, não satisfeita, busca agora ser a primeira sul americana a escalar as sete montanhas mais altas do mundo. Faltam apenas quatro. Além do Everest ela já conquistou o Aconcágua (6.962 metros) por três vezes, e o Cho Oyo (8.201 metros).

Ela tem a capacidade de incomodar os acomodados, envergonhar as dondocas e motivar os empreendedores a se empenharem por objetivos de conquista aparentemente distantes.

A trajetória de Ana começou em 1999, quando participou de um trakking ao campo base do Monte Everest, se apaixonou pelas paisagens da montanha e decidiu que iria conquistá-la. “Você está louca! Se quer escalar uma montanha, porque não participa antes do Ironman?” disse-lhe o marido, na tentativa de demovê-la da idéia. Ela foi, e conseguiu completar a prova de atletismo mais difícil do mundo, com 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida.

Para subir o Everest foram sete anos de preparação, com pesquisas sobre alpinismo, leituras de publicações médicas sobre efeitos da altitude, curso de escalada em rocha e em gelo, preparo físico em academias, treinamento de corrida, natação, ciclismo e musculação, até estar pronta para objetivos intermediários.

Depois de subir o Aconcágua e o Ocho Oyo decidiu que estava pronta para o Everest. Para iniciar a escalada também teve de cumprir diversas etapas, começando por Katmandu em março de 2006, com uma caminhada de 10 dias até a base de 5.000 metros do Monte. Ficou dois meses 'morando' no acampamento para o corpo se adaptar, aprimorar o treinamento e aguardar a ocasião mais propícia para iniciar a escalada.

“Uma lição que aprendemos é respeitar o clima e a natureza. No acampamento, onde estavam cerca de 400 pessoas, a previsão do tempo é permanente”, lembra Ana. Segundo ela, o corpo, quando em situações extremas, reage com dores de cabeça, falta de ar a qualquer esforço, cansaço e até com problemas mais graves. As escaladas são acompanhadas por equipes de shepas, alpinistas locais experientes que estendem bandeiras coloridas nos acampamentos. “Nas bandeiras estão escritos mantras que o vento entoa, eles acreditam”, explica Ana.

A etapa seguinte foi a subida para o acampamento 1, a 6.000 metros, e depois para o acampamento 2, uma base avançada a 7.500 metros. “Muitas pessoas desistem, por causa das mortes, acidentes, problemas de saúde e também por causa do desgaste físico e emocional”, explica Ana. Até o acampamento 3, a Parede do Lost, a 7.500 metros, as dificuldades aumentam. As cachoeiras de gelo e profundas fendas são superadas pelo trabalho em equipes amarradas por cordas e escadas deitadas servindo de ponte. No acampamento 4, a 8.000 metros, o frio estava a 25º negativos.

Para continuar subindo, só com tubo de oxigênio. “São dois tubos de cinco quilos cada, mais água, alimentos, a roupa e equipamentos, que somam cerca de 25 quilos para carregar. A poucos metros do cume senti muita sede e fraqueza, sintomas de hipoglicemia. Engoli um tablete de proteína e tomei água antes de conquistar o topo”, lembra.

A emoção, segundo ela, é indescritível, embora tenha durado apenas quinze minutos. Logo iniciou a descida, também perigosa. Naquele momento morria do outro lado da montanha o campineiro Vitor Negrete, companheiro de Ana, que a guiou na conquista do Aconcágua pela Glacial dos Polacos. Negrete tentou conquistar o cume sem uso de oxigênio, e conseguiu, mas na descida foi surpreendido pelo frio e acabou morrendo. Foi enterrado ali mesmo, pelos shepas, como era seu desejo.

Para Ana, hoje com 43 anos, uma filha de nove e casada com o campeão brasileiro de tiro ao prato, foi um importante aprendizado. “Tudo na vida tem obstáculos. Temos sempre que ter um cume em vista”, filosofa.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Gripe 'covarde' que ataca bebês fragilizados causou surto na Unicamp


Em crianças com dois anos ou mais, ele parece resfriado comum

Não é surpreendente nunca ter ouvido falar do VSR, sigla para Vírus Sincicial Respiratório, o patógeno suspeito de ter causado um surto entre bebês do Hospital da Mulher da Unicamp, em Campinas. Afinal, embora seja um vírus bastante comum, em adultos ou crianças maiores de dois anos ele se faz passar por um simples resfriado sem maiores consequências. Mas em crianças com menos de dois anos, sobretudo as mais fragilizadas, ele pode ser uma doença bastante perigosa.

Foram suspensos ontem (28) os partos no Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O surto de infecção respiratória provocada por um vírus contribuiu para a morte de um bebê. Ao todo, 16 crianças foram infectadas, 14 estão internadas em isolamento. A interrupção dos partos deve durar dez dias.

"Nós costumamos brincar que ele é um vírus covarde, porque ataca mais justamente quem não consegue se defender", afirma Renato Kfouri, diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIM). "Ele ataca, em adultos e crianças com mais de dois anos, as chamadas vias respiratórias altas, causando coriza, esses sintomas similares ao do resfriado. Mas, em crianças menores de dois anos, ele chega a afetar as vias respiratórias baixas, os brônquios dos pulmões, e causa mais problemas."

O vírus tem a chamada circulação sazonal - como a gripe, ele ataca para valer apenas em determinada época do ano. No caso do VSR, a temporada de risco vai dos meses de março a setembro. Ainda assim, são poucas as crianças que devem receber uma imunização prévia para combater o vírus.

"A recomendação é apenas para as crianças com menos de dois anos que tenham nascido prematuras, tenham doença cardíaca congênita ou doença pulmonar crônica", afirma Kfouri.

Nesses casos, a imunização não é feita por meio de uma vacina (que faria com que o organismo da criança produzisse os anticorpos contra a doença), mas de uma substância que nada mais é do que os anticorpos já prontos para combatê-la. Essa é a única maneira de proteger os prematuros, uma vez que seu sistema imunológico ainda é muito fraco para ser estimulado a combater o patógeno por si mesmo.

O problema é que esse remédio é muito caro. "Sai por cerca de R$ 5.000 o frasco", diz Kfouri. No Brasil, São Paulo é o único estado a distribuir gratuitamente a droga para quem precisa.

Lagoa assoreada morre aos poucos em Barão Geraldo


Principal atração do Parque Hermógenes de Freitas Leitão Filho ameaçada: enxurrada traz lama das construções

O consultor de empresas Roberto Gandara conhece como poucos o Parque Hermógenes de Freitas Leitão Filho, no distrito de Barão Geraldo, em Campinas. Vizinho do local há 26 anos, costuma usar o espaço ao ar livre para relaxar e caminhar. Nos últimos anos, porém, tem se incomodado com notável mudança de cenário: a lagoa do parque está sendo gradativamente assoreada e já é possível ver pontos onde a água não consegue seguir seu fluxo natural. “Se continuar assim, certamente muitos peixes morrerão”, lamenta.

Gandara aponta a possível causa do problema. “Há muitas obras em volta do parque e toda terra retirada acaba indo para a lagoa quando chove. Acho que falta planejamento para a realização do manejo dessas terras”, argumenta ele.

O consultor também acredita que as condições precárias do próprio parque devem estar contribuindo para o agravamento da situação. “Basta notar como estão as margens da lagoa para ver que existe nada para impedir que a água da chuva arraste esse monte de terra. Talvez a construção de novas redes de escoamento pudesse acabar com o problema”, arrisca.

Gandara não é o único a se queixar da situação. O professor universitário Rodrigo Chavez Monteiro do Prado e vizinho do parque há cinco anos diz ter acompanhado a evolução do assoreamento desde que se mudou para Barão Geraldo. “Comecei a perceber que alguns montes de areia apareciam de repente e não saíam mais”, lembra.

Para Prado, a imagem que sintetiza o descaso é o crescimento de vegetação numa das ilhas de areia no centro da lagoa. “Isso há alguns anos era um pequeno morro. Agora já tem até árvores enormes. Os patos que vivem no parque já chegam na ilha sem precisar voar ou nadar. Basta caminhar sobre a terra”, descreve.
O professor também sugere que os responsáveis pelo parque realizem manutenção para evitar a morte de um dos maiores patrimônios da população de Barão Geraldo. “Esse parque precisa receber mais atenção. Eu nunca vejo ninguém aqui fazendo vistorias ou melhorando a sua infraestrutura.”