terça-feira, 13 de julho de 2010
Exposição abre novo espaço para artes visuais na Unicamp
Uma exposição que reúne obras dos artistas plásticos Miriam e Bjarne Norking acaba de abrir mais um espaço de artes visuais na Unicamp, nas dependências da Biblioteca Central Cesar Lattes (BC-CL). A iniciativa é da Coordenadoria de Desenvolvimento Cultural (CDC), órgão da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac), em parceria com a própria BC-CL. A mostra, que pode ser visitada até o dia 30 de julho, no primeiro piso, é composta por uma coletânea de peças publicitárias que concorreram a diversos prêmios internacionais e por pinturas em couro e objetos tridimensionais elaborados a partir de sucatas.
O conjunto de obras de Miriam Norking, a Mirona, é constituído pelas pinturas em couro e por peças produzidas com sucatas. A artista, que tem obras em diversos catálogos e integra o Grupo Antropoantro, também faz esculturas e trabalhos em bico de pena. Já Bjarne Norking apresenta pinturas e pôsteres que participaram de vários festivais internacionais, entre eles o London International Advertising Awards, Nova York e o Ibero Americano de Publicidade. Os trabalhos têm uma forte inspiração nos veleiros dinamarqueses, tradição que o artista herdou dos antepassados. As embarcações são desenhadas por Bjarne e as velas pintadas por Mirona. As obras em acrílica serão reproduzidas num calendário a ser editado na Dinamarca.
A exposição, segundo Sônia Maria de Camargo Mazzariol, relações públicas da CDC, está inserida no calendário de atividades da coordenadoria, que prevê para o segundo semestre mostras de trabalhos de artistas importantes como Fúlvia Gonçalves, Maria Helena Mota Paes, do grupo Bernardo Caro, e Consuelo Debiaggi, com a exposição “Eu Encáustica, série Dourada”, sob curadoria de Afrânio Montemurro. O projeto está orientado na linha da memória e tem o objetivo de valorizar os artistas antigos e novos, suas produções contemporâneas e resgatar obras representativas dessa trajetória.
Eni Ilis - Outra exposição que integra a iniciativa da CDC é a intitulada “Possibilidades da Linha”, que pode ser visitada até o final de julho no Espaço de Arte da própria Coordenadoria. Quem assina as obras da mostra é a artista plástica Eni Ilis. Sobre as peças apresentadas ao público, o professor Regis de Morais fez o seguinte depoimento: “Ora seus trabalhos amam a superfície, o espaço desenhável em que linhas e riscos tecem emoções, ora certa tridimensionalidade a cativa, originando formas volumétricas. No entanto, em tudo há movimento, seja brincando de infância ou lacrimejando gesticulações humano-arbóricas. Tudo é a mesma magia que tece fios de risos e súplicas, a mesma que escreve poema sobre massas coloridas”.
Fonte: Antonio Scarpinetti - Ascom Unicamp
terça-feira, 6 de julho de 2010
MANIFESTO DE REPÚDIO
A comunidade do Distrito de Barão Geraldo, vem a público, manifestar o seu repúdio pela forma ambígua, superficial e arrogante com que o senhor Secretário de Planejamento Municipal vem conduzindo os trabalhos relativos à revisão do Plano Local de Gestão da Macrozona 3.
As três reuniões realizadas até o presente, tinham como principal objetivo discutir com a população o Plano Local de Gestão para a nossa região, eis que o PLG é o detalhamento dos objetivos, diretrizes e normas definidos no Plano Diretor do município para cada macrozona da cidade. Tendo entre as suas finalidades adequar os parâmetros de parcelamento, uso e ocupação do solo às condições ambientais, urbanísticas e socioeconômicas; detalhar as políticas setoriais; definir as diretrizes viárias, de preservação e recuperação ambiental.
Também deve definir estratégias para intervenção imediata na área, estabelecendo de forma clara os princípios a serem adotados, assim como prever e direcionar a execução de planos e projetos de mais longo prazo, para o atendimento dos objetivos pactuados com a sociedade, tendo em vista que o PLG tem a obrigatoriedade de ser Participativo, ou seja, de incorporar no texto as propostas e contribuições da sociedade civil, fazendo com que a propriedade urbana cumpra sua função social e que a cidade seja acessível e justa ao conjunto de seus habitantes.
Entretanto, o que assistimos foi um grande descaso da administração pública municipal com os cidadãos que compareceram a estas reuniões. O que nos foi apresentado consiste em diretrizes genéricas sem que os parâmetros para a sua elaboração estivessem bem definidos e sequer os dados estivessem atualizados. Nenhum cronograma foi apresentado, muito menos o esboço de qualquer proposta, quando já é de conhecimento público, que inúmeros mega projetos imobiliários estão para acontecer nesta região e no seu entorno.
Ficou claro também que a prefeitura não dispõe nem de infra-estrutura, nem equipe para fazer as reformulações que seriam necessárias, e a que a mesma está fazendo as reuniões meramente para constar que foram realizadas. Isto porque, o Secretário garantiu que o PLG estará pronto até dezembro deste ano. Isto não pode ser considerado um trabalho sério, ou então, o mesmo já está pronto e deverá apenas adequar as regras para facilitar a instalação dos empreendimentos que já estão decididos, em total desrespeito aos objetivos de elaboração de um Plano Local de Gestão.
Para além de uma proposta técnica, um PLG é fruto também de debate político, onde as opiniões de todos podem e devem ser auscultadas. Assim, gostaríamos de ter mais consideração e respeito por parte do Poder Administrativo Municipal. Está comunidade não está aqui para fazer o papel de mero carimbador de decisões tomadas entre quatro paredes e que vão contra os interesses da população.
Dito isto, assistimos com muita aflição ao que se descortina. Vamos lutar para que o desfecho possa ser diferente do que o cenário está a nos apontar, e que com o encaminhamento das discussões futuras, ainda haja espaço para um verdadeiro debate e respeito a uma comunidade cujo histórico de luta é antigo e cujo papel social e zelo pelo interesse público é inegável.
Aproveitamos a ocasião para reivindicar outros elementos que consideramos, coletivamente, fundamentais para o melhor desenvolvimento dos trabalhos, são eles:
- Constituição de equipe técnica, possuidora de perfil multidisciplinar, que deve saber ouvir e discutir idéias para o município, respeitando a legitimidade dos atores sociais, e buscando subsídios para elaboração de propostas que devem ir ao encontro da vontade dos cidadãos de Campinas.
- Construção de uma metodologia de trabalho e atualização dos dados e informações.
- Ampla divulgação e publicidade do Calendário de Reuniões Públicas.
- Criação de Comissão de Trabalho composta por representantes das várias Secretarias da Prefeitura, técnicos da Seplan, especialistas da PUCCAMP, UNICAMP e outros Institutos de Pesquisas e Universidades, e membros indicados por esta comunidade, que elaborarão o documento-base para a revisão do PLG. Sendo certo que para essa elaboração, se levará em consideração o diagnóstico detalhado da região a ser efetuado em conjunto com a comunidade.
- Efetivo atendimento ao princípio constitucional da participação popular na implementação da gestão da cidade, tendo em vista que o regime democrático está em vigência no país.
Vamos continuar mobilizados, pois o Plano Local de Gestão Participativo constitui um instrumento importante para enfrentar, com êxito, o maior desafio que temos: A CONSTRUÇÃO DE UMA CIDADE PARA TODOS.
Associação de Moradores da Cidade Universitária II – PROBAIRRO
Associação de Moradores da Cidade Universitária – AMOC
Associação de Moradores do Guará – AMAGUARÁ
Associação de Moradores do Bosque das Palmeiras - PROBOSQUE
Associação de Moradores do Vale das Garças
Associação de Moradores do Real Parque
Associação de Moradores do Recanto dos Pássaros
SOS Mata Santa Genebra – Mobilização da Sociedade
PROESP – Associação de Proteção da Diversidade das Espécies
Instituto Cultural Voz Ativa
Demais cidadãos presentes constantes da lista de presença
Este Manifesto foi aprovado em Reunião Aberta realizada na quarta-feira, 30 de junho de 2010, às 19:30hs, na sede da PROBAIRRO.
As três reuniões realizadas até o presente, tinham como principal objetivo discutir com a população o Plano Local de Gestão para a nossa região, eis que o PLG é o detalhamento dos objetivos, diretrizes e normas definidos no Plano Diretor do município para cada macrozona da cidade. Tendo entre as suas finalidades adequar os parâmetros de parcelamento, uso e ocupação do solo às condições ambientais, urbanísticas e socioeconômicas; detalhar as políticas setoriais; definir as diretrizes viárias, de preservação e recuperação ambiental.
Também deve definir estratégias para intervenção imediata na área, estabelecendo de forma clara os princípios a serem adotados, assim como prever e direcionar a execução de planos e projetos de mais longo prazo, para o atendimento dos objetivos pactuados com a sociedade, tendo em vista que o PLG tem a obrigatoriedade de ser Participativo, ou seja, de incorporar no texto as propostas e contribuições da sociedade civil, fazendo com que a propriedade urbana cumpra sua função social e que a cidade seja acessível e justa ao conjunto de seus habitantes.
Entretanto, o que assistimos foi um grande descaso da administração pública municipal com os cidadãos que compareceram a estas reuniões. O que nos foi apresentado consiste em diretrizes genéricas sem que os parâmetros para a sua elaboração estivessem bem definidos e sequer os dados estivessem atualizados. Nenhum cronograma foi apresentado, muito menos o esboço de qualquer proposta, quando já é de conhecimento público, que inúmeros mega projetos imobiliários estão para acontecer nesta região e no seu entorno.
Ficou claro também que a prefeitura não dispõe nem de infra-estrutura, nem equipe para fazer as reformulações que seriam necessárias, e a que a mesma está fazendo as reuniões meramente para constar que foram realizadas. Isto porque, o Secretário garantiu que o PLG estará pronto até dezembro deste ano. Isto não pode ser considerado um trabalho sério, ou então, o mesmo já está pronto e deverá apenas adequar as regras para facilitar a instalação dos empreendimentos que já estão decididos, em total desrespeito aos objetivos de elaboração de um Plano Local de Gestão.
Para além de uma proposta técnica, um PLG é fruto também de debate político, onde as opiniões de todos podem e devem ser auscultadas. Assim, gostaríamos de ter mais consideração e respeito por parte do Poder Administrativo Municipal. Está comunidade não está aqui para fazer o papel de mero carimbador de decisões tomadas entre quatro paredes e que vão contra os interesses da população.
Dito isto, assistimos com muita aflição ao que se descortina. Vamos lutar para que o desfecho possa ser diferente do que o cenário está a nos apontar, e que com o encaminhamento das discussões futuras, ainda haja espaço para um verdadeiro debate e respeito a uma comunidade cujo histórico de luta é antigo e cujo papel social e zelo pelo interesse público é inegável.
Aproveitamos a ocasião para reivindicar outros elementos que consideramos, coletivamente, fundamentais para o melhor desenvolvimento dos trabalhos, são eles:
- Constituição de equipe técnica, possuidora de perfil multidisciplinar, que deve saber ouvir e discutir idéias para o município, respeitando a legitimidade dos atores sociais, e buscando subsídios para elaboração de propostas que devem ir ao encontro da vontade dos cidadãos de Campinas.
- Construção de uma metodologia de trabalho e atualização dos dados e informações.
- Ampla divulgação e publicidade do Calendário de Reuniões Públicas.
- Criação de Comissão de Trabalho composta por representantes das várias Secretarias da Prefeitura, técnicos da Seplan, especialistas da PUCCAMP, UNICAMP e outros Institutos de Pesquisas e Universidades, e membros indicados por esta comunidade, que elaborarão o documento-base para a revisão do PLG. Sendo certo que para essa elaboração, se levará em consideração o diagnóstico detalhado da região a ser efetuado em conjunto com a comunidade.
- Efetivo atendimento ao princípio constitucional da participação popular na implementação da gestão da cidade, tendo em vista que o regime democrático está em vigência no país.
Vamos continuar mobilizados, pois o Plano Local de Gestão Participativo constitui um instrumento importante para enfrentar, com êxito, o maior desafio que temos: A CONSTRUÇÃO DE UMA CIDADE PARA TODOS.
Associação de Moradores da Cidade Universitária II – PROBAIRRO
Associação de Moradores da Cidade Universitária – AMOC
Associação de Moradores do Guará – AMAGUARÁ
Associação de Moradores do Bosque das Palmeiras - PROBOSQUE
Associação de Moradores do Vale das Garças
Associação de Moradores do Real Parque
Associação de Moradores do Recanto dos Pássaros
SOS Mata Santa Genebra – Mobilização da Sociedade
PROESP – Associação de Proteção da Diversidade das Espécies
Instituto Cultural Voz Ativa
Demais cidadãos presentes constantes da lista de presença
Este Manifesto foi aprovado em Reunião Aberta realizada na quarta-feira, 30 de junho de 2010, às 19:30hs, na sede da PROBAIRRO.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Natal é tudo de bom
Natal é a capital de um dos menores estados em território do Brasil, mas para o povo potiguar (que na língua tupi-guarani significa “comedor de camarão”), lá tudo é grande: é o maior produtor de sal marinho, responsável por 97% do produto consumido no Brasil; tem o maior cajueiro do mundo, registrado no livro dos recordes; é o maior produtor de petróleo em terra do País; o maior exportador de frutas tropicais; tem o litoral com maior projeção para o Atlântico; e o maior escritor em quantidade e qualidade, Luís da Câmara Cascudo.
Fica na 'esquina do Brasil' e tem também, ainda segundo os potiguares, as mais belas praias, reconhecidas internacionalmente. “É pôca mudéstchia não!”, exclamam os hospitaleiros natalenses, orgulhosos das belezas naturais de seu estado e da capital, que leva esse nome por ter sido inaugurada em 25 de dezembro de 1599 e também porque exatamente dois anos antes uma esquadra portuguesa entrava na barra do rio Potenji (“Rio dos Camarões”) para construir o forte dos Reis Magos, colonizar e proteger a região da invasão dos piratas franceses traficantes de pau-brasil.
Embora informações históricas sejam importantes, não é bem atrás de livros, monumentos e da bela arquitetura colonial que milhares de turistas viajam para Natal todos os anos, lotando as centenas de hotéis, pousadas, vôos e programação das agências de turismo. São os passeios e aventuras em suas belas praias, a paisagem paradisíaca, o calor aconchegante sempre aliviado pelos constantes ventos, a saborosa gastronomia e a hospitalidade afetuosa do povo.
Com quatro estações bem definidas durante o ano todo: Verão, Calor, Quentura e Mormaço, Natal é o ponto de partida para dezenas de passeios surpreendentes em qualquer época: dunas, praias, piscinas naturais, aventuras radicais e festas populares, sempre acompanhadas pelo ritmo “talentoso” dos potiguares. “Tenha pressa não porque aqui sempre tá lento”, dizem os guias, com a peculiar linguagem que nega depois da afirmativa.
Leia reportagem completa na próxima edição do Jornal de Barão
Fica na 'esquina do Brasil' e tem também, ainda segundo os potiguares, as mais belas praias, reconhecidas internacionalmente. “É pôca mudéstchia não!”, exclamam os hospitaleiros natalenses, orgulhosos das belezas naturais de seu estado e da capital, que leva esse nome por ter sido inaugurada em 25 de dezembro de 1599 e também porque exatamente dois anos antes uma esquadra portuguesa entrava na barra do rio Potenji (“Rio dos Camarões”) para construir o forte dos Reis Magos, colonizar e proteger a região da invasão dos piratas franceses traficantes de pau-brasil.
Embora informações históricas sejam importantes, não é bem atrás de livros, monumentos e da bela arquitetura colonial que milhares de turistas viajam para Natal todos os anos, lotando as centenas de hotéis, pousadas, vôos e programação das agências de turismo. São os passeios e aventuras em suas belas praias, a paisagem paradisíaca, o calor aconchegante sempre aliviado pelos constantes ventos, a saborosa gastronomia e a hospitalidade afetuosa do povo.
Com quatro estações bem definidas durante o ano todo: Verão, Calor, Quentura e Mormaço, Natal é o ponto de partida para dezenas de passeios surpreendentes em qualquer época: dunas, praias, piscinas naturais, aventuras radicais e festas populares, sempre acompanhadas pelo ritmo “talentoso” dos potiguares. “Tenha pressa não porque aqui sempre tá lento”, dizem os guias, com a peculiar linguagem que nega depois da afirmativa.
Leia reportagem completa na próxima edição do Jornal de Barão
quarta-feira, 23 de junho de 2010
terça-feira, 22 de junho de 2010
Atores-mirins encenam no LUME obra de Guimarães Rosa
Nesta sexta-feira, dia 25/6, às 20h, o Ponto de Cultura LUME recebe um grupo formado por atores-mirins – Núcleo de Vivência Teatral –, da cidade de Iracemápolis, atuando como gente grande na adaptação para o teatro de "A Hora e Vez de Augusto Matraga", de Guimarães Rosa! Depois de se aventurar pelas páginas de Machado de Assis, L. Frank Baum e William Shakespeare, chegou a vez dos pequenos atores do Núcleo de Vivência Teatral abrirem as porteiras do sertão e mergulharem fundo no universo de Guimarães Rosa. O grupo de atores-mirins dirigido por Daniel Martins tem chamado a atenção nos últimos anos pela proposta ousada de realizar adaptações de grandes clássicos da literatura com crianças e adolescentes.
Nunca se viu o sertão rosiano retratado com tanta responsabilidade sobre os palcos. A atuação das crianças é assombrosa! Um dos grandes momentos do teatro brasileiro em 2009!
SERVIÇO:
Dia 25/6 (sexta-feira), 20h
A HORA E VEZ DE AUGUSTO MATRAGA – Núcleo de Vivência Teatral Temporada 2010
Ponto de Cultura LUME Teatro (Rua Carlos Diniz Leitão, 150, Vila Santa Isabel, Barão Geraldo, 3289-9869)
Classificação etária: 9 anos
Duração: 90 minutos
Ingressos: R$ 10,00 e R$ 5,00
Informações: (19) 3289-9869 (LUME Teatro)
A Prefeitura não quer debater a Lei, quer impor mudanças
A cidade de Campinas foi dividida (2006) em 9 macrozonas -MZ* e cada uma delas deve seguir um Plano de Gestão Urbana - PGU.
PGU? Por que devemos nos importar com ele?
O Plano de Gestão é o instrumento que define as regras para a ocupação do território, o zoneamento e, dessa maneira, orienta o crescimento da cidade; o tipo de ocupação dos espaços públicos e privados; onde poderá ocorrer o adensamento populacional e até que ponto este será permitido; se haverá ou não a verticalização; quais as áreas verdes que deverão ser preservadas, entre outros aspectos muito importantes que afetam o cotidiano dos habitantes.
No distrito de Barão Geraldo o planejamento, ocupação e crescimento são definidos pelo Plano Local de Gestão Urbana - PLGU BG - Lei 9.199 de 1996** que foi elaborado com ampla participação da comunidade. Mas infelizmente o que de fato aconteceu no distrito desde então foi o descumprimento do PLGU, agravando progressivamente os problemas que já existiam em 1996 e que até hoje não foram sanados pelo poder público municipal, como o trânsito, as construções irregulares, entre outras mazelas locais. A negligência com o PLGU estimulou o aparecimento de novos problemas como as grandes enchentes, o aumento populacional que gerou sobrecarga em todas as áreas vitais do distrito, além da maior vulnerabilidade das áreas verdes restantes, entre elas a Mata de Santa Genebra.
Neste momento, novamente discutiremos o futuro de Barão Geraldo. É hora de decidirmos o tipo de lugar no qual queremos viver, decidirmos em qual cidade desejamos morar, criar nossos filhos, trabalhar etc. É a hora de conhecermos e deliberarmos sobre os novos empreendimentos anunciados pela atual prefeitura que afetam diretamente o futuro de Barão Geraldo: Parque Ciatec II e Ceasa, entre outros. Quantos novos moradores virão para cá? E para onde irá o lixo uma vez que o Delta está saturado? Como a Mata de Santa Genebra sobreviverá ao adensamento populacional em seu entorno?
O futuro de Barão Geraldo, de Campinas e Região é responsabilidade de todos nós!
Por isso várias entidades estão mobilizadas para que a população participe, opine, comparecendo massivamente às reuniões!
Atenção ao calendário! Programe-se:
CRONOGRAMA DA SEPLAN
23 de junho (quarta-feira) – às 19h
Salão Paroquial Santa Isabel
Rua Ângelo Vicentin, 601
Bairros: Centro e Vila Isabel
24 de junho (quinta-feira) – às 19h
Associação PROBAIRRO
Rua Márcia Mendes, 702 - Cidade Universitária, parte II
Bairros: Cidade Universitária e Guará
28 de junho (segunda-feira) – às 19h
Fundação José Pedro de Oliveira (Mata de Santa Genebra)
Rua Mata Atlântica, 447 - Bosque de Barão
Bairro: Real Parque
AMOC
Associação dos Moradores e/ou Proprietários de Residências Unifamiliares da Cidade Universitária Campineira
Comentário
Dalmace Capell Neto disse...
Do lado de cá do rio Atibaia (Valinhos), estamos com o mesmo problema com as autoridades. O prefeito querer transformar a Serra dos Cocais em área urbana. Veja mais detalhes no www.serradoscocais.blogspot.com
abraços
24 de junho de 2010 07:57
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Grupo Primavera celebra 30 anos com espetáculo de teatro e dança em defesa ao Meio Ambiente
Montagem levará 107 meninas ao palco do Centro de Convivência em Campinas nesta sexta-feira, dia 25 de junho, às 19h; adaptação literária “O Caso dos Pirilampos” valoriza figuras folclóricas brasileiras para falar de preservação da natureza e amizade
O Grupo Primavera leva ao palco do Centro de Convivência de Campinas 107 alunas para apresentar um espetáculo de teatro, dança e música que celebrará os 30 anos da organização-não governamental e defenderá a preservação da natureza. A peça “O Caso dos Pirilampos” será encenada nesta sexta-feira, dia 25 de junho, às 19h, no Centro de Convivência Cultural em Campinas. Os ingressos devem ser adquiridos, gratuitamente, por telefone, com o Grupo Primavera. O espetáculo marca a Florada 2010, evento anual do Grupo Primavera. O tema da peça é a responsabilidade com o planeta Terra e o Meio Ambiente.
O espetáculo integra o projeto Arte Teatral do Grupo Primavera e conta com apoio da Lei Rouanet. A narrativa folclórica é uma adaptação teatral da obra literária infanto-juvenil de Stella Leonardos. “O objetivo é resgatar a cultura folclórica e chamar a atenção das pessoas para o cuidado com o meio ambiente, a preservação das florestas, dos animais e a consciência com o gasto excessivo da água e com o consumo de energia”, explica Sandra Zuliani, diretora artística do Grupo Primavera.
De acordo com Sandra, responsável pela adaptação teatral, a peça fala de amizade.
Iara, a rainha das águas cantantes, num belo dia resolve se casar. Alguns pretendentes se apresentam, mas ela se apaixona pelo Sol. E ele se sente honrado. Toda a floresta se enfeita para o casamento deles, mas o que ninguém espera é que o danado do Saci-Pererê, interessado em Iara, resolve aprontar uma de suas traquinagens pondo quase tudo a perder. E é com a ajuda de seus amigos que Iara se livra dessa armadilha e se casa com o Sol. O Saci ganha uma chance de se desculpar e com a ajuda dos Pirilampos encontra a linda Caipora e se casa com ela. O Bem-te-vi aparece como o guardião da floresta e os pirilampos (vaga-lumes) como os narradores. A peça tem 1 hora e 05 minutos de duração.
30 anos
O Grupo Primavera comemora seus 30 anos de existência em 2010. A organização não-governamental atende mais de 480 adolescentes da região do São Marcos, periferia de Campinas. Com o foco na construção das Mulheres do Amanhã, a instituição realiza programas educacionais e culturais que desenvolvem valores humanos e o potencial criativo de jovens, principalmente de meninas, que transformam suas vidas e passam a ter um futuro com mais oportunidades.
Serviço:
Teatro
Florada do Grupo Primavera - O Caso dos Pirilampos
Data: sexta, 25 de junho.
Horário: 19 horas.
Onde: Centro de Convivência Cultural
Endereço: Praça Imprensa Fluminense, s/n, Cambuí – Campinas/SP
Ingressos: somente pelo telefone 3246-0021 (Grupo Primavera), com Bruna
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