A principal motivação dos corredores é justamente esta: diversão, adrenalina e confraternização do início ao final de cada prova. São três categorias: Turismo, Graduados Light e Graduados. Nesta segunda etapa participaram sete graduados, profissionais que usam veículos como o Troller e Pajero. Qualquer pessoa pode participar com qualquer automóvel, basta ser associado ao Rallye Clube do Brasil ou pagar inscrição da prova, que é de R$ 150,00 mais cinco quilos de alimentos doados a entidades assistenciais. No final são concedidos troféus para os três primeiros colocados de cada categoria.
O Rallye começou com um curso de navegação e plantão de dúvidas na Casa Chopp, em Barão Geraldo, e terminou no restaurante Camilo, praça Central de Brotas, com direito a “rafting” nas corredeiras de Brotas no domingo, 23. Orlando Salles, coordenador da prova, confirma o espírito esportivo e festivo do evento: “O mais gostoso é encontrar os amigos e festejar no final de cada prova”, afirma.
“Os Graduados usam e-quipamentos de navegação como GPS (Global Position System) e Totens. Os Graduados Light usam odômetros. Já os da categoria Turismo usam apenas a planilha da prova e os instintos para ganhar experiência”, explica a geóloga e geógrafa Priscila Moreira Argentin, diretora de navegação da prova que faz o planejamento do percurso com base em imagens de satélite. “Uso o Google Hearth e os Mapas de Geoprocessamento da Embrapa, que são mais atualizados”, conta.

Priscila participa há oito anos das provas, sempre como navegadora, e para os amadores que não possuem equipamento e têm problemas de direção ela ensina um recurso: “Com os três dedos de cada mão voltada uma para outra, a que fizer a letra ‘E’ é a esquerda”, brinca, fazendo o gesto.