quinta-feira, 30 de julho de 2009

Caminho aberto ao trabalho escravo


Lula falou para o Luppi que falou para a Lucíola que falou para um aspone que mandou o Figueiredo falar para o jornalista que não era mais para falar para a imprensa que havia trabalho escravo e degradante de nas lavouras de cana do interior paulista.

O Lula é aquele que não sabia, o Carlos Luppi é o ministro que não trabalha, a Lucíola é quem pariu Léo Jaime, o aspone ( assessor de porra nenhuma) ninguém sabe quem é, e Roberto Figueiredo, coordenador do Grupo Móvel de Fiscalização Rural do MTE no interior paulista, desde então não fiscalizou mais nada.

O jornalista não obedeceu porque não deixaria de cumprir seu dever de ofício, e foi demitido por razões obscuras que podem ser explicadas pela sequência acima.

Passados doze meses o Lula voltou a justificar o trabalho degradante nas lavouras de cana comparando com o trabalho dos mineiros de carvão da Inglaterra, que segundo ele seria pior que no Brasil e aqui pode se matar o braçal porque a produção de energia assim o exige.

O impacto na mídia foi extremamente o oposto do ano anterior, quando a Folha de São Paulo estampou na primeira página as provas da exploração da mão de obra barata pelos “heróis do Brasil”, classificados assim na época pelo presidente, apesar das evidências em contrário.

O 'Fantástico' da Globo, que denunciava trabalho escravo outrora, hoje elogia as relações trabalhistas 'politicamente corretas' dos coronéis da cana.

É uma prova contundente de que o caminho está livre para que possa receber recursos de campanha e emplacar sua candidata ao Planalto para mais quatro anos de exploração de trabalho escravo.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Teatro feito na hora


Os Bartores é resultado de uma tese de mestrado da diretora Marina Elias, e conta com o improviso e a criatividade, com boa participação do público, para desenvolver enredos e situações a partir de palavras e fases sugeridas. Antes de entrar no teatro, o público é convidado a escrever palavras e frases que depois darão o direcionamento das cenas no espetáculo.

Como o próprio nome do grupo diz, é uma montagem com atores feita para ser apresentada em bares, mas que tem conquistado os palcos na região. O espetáculo nunca é o mesmo, e depende do desempenho dos atores para o desenrolar do enredo.

É um jogo de cena, um exercício da improvisação com palavras, coreografia e imaginação, que envolve o público estimulando a participação com a sugestão de palavras e também soluções para as cenas. A cada quadro o público se envolve mais e chega a formar uma torcida, apostando nas disputas de interpretação que ocorrem no palco.

sábado, 18 de julho de 2009

Só a tecnologia pode evitar a fome mundial


A previsão do pensador inglês Thomas Malthus, que projetava há 200 anos um crescimento populacional em proporção geométrica, enquanto a produção de alimentos aumentaria em proporção aritmética, caiu em descrédito com a impressionante evolução da produtividade agrícola no século 20.

Hoje, no entanto, o fantasma da fome volta a assombrar o mundo, por conta do grande aumento da demanda por alimentos, principalmente em países asiáticos de grande concentração populacional, que experimentam um salto em qualidade de vida e consumo. Acrescente-se o aumento de preços das commodities agrícolas e a alta dos preços de combustíveis, e temos um cenário preocupante.

Os produtos que mais subiram de preço nos últimos anos foram arroz, milho, soja e trigo, justamente os mais consumidos como alimentação básica. O redirecionamento da produção do milho nos EUA para produção de etanol também concorre para ampliar as dificuldades de abastecimento de alimentos, comprometendo toda a cadeia produtiva, porque o milho, grão mais consumido no mundo, compõe também a ração animal e grande parte dos alimentos industrializados.

Uma nova realidade, a dos alimentos caros, preocupa a humanidade, atualmente com 6,7 bilhões de pessoas, a maioria com hábitos de consumo ampliados. A crescente demanda exige um expressivo aumento de produção. Os investimentos concentrados em alta tecnologia são a melhor alternativa para ampliar a produção.

Limitada pela geografia, pelo clima, disponibilidade de água, estrutura fundiária e outros fatores, a expansão agrícola mundial depende em muito da tecnologia para atender à demanda atual e futura por alimentos.

O mundo olha com atenção para os campos agrícolas brasileiros em razão da sua competitividade quase sem concorrência. Um dos grandes países em produtividade e emprego de alta tecnologia, o Brasil possui uma série de vantagens naturais, como clima favorável, água e terras em abundância para a utilização agrícola. O país é líder mundial de exportação de açúcar, café, suco de laranja e soja.

O Brasil - país com a maior fronteira agrícola do mundo - mais que dobrou a produção de grãos nos últimos 30 anos, chegando ao recorde projetado de 143,7 milhões de toneladas (Conab) a 145,1 milhões (IBGE) na safra 2007/2008. O País possui ainda 133 milhões de hectares ainda não explorados ou usados para a criação de animais, sem tocar na região Amazônica.

A produtividade é a principal responsável por esse crescimento, que não foi acompanhado pelo respectivo aumento da área plantada. Os investimentos em tecnologia elevaram a produtividade das lavouras de soja em 10% e de milho em 20,5% nas últimas três safras no Brasil.

O Brasil está marcado para ser uma das grandes potências mundiais do agronegócio. A atual posição do país no mercado agrícola mundial deve-se, essencialmente, à capacidade empreendedora dos agricultores. A grande evolução tecnológica e de produtividade obtida nas últimas décadas representa uma das mais bem-sucedidas histórias de empreendedorismo do capitalismo brasileiro.

Nenhum outro país do mundo tem potencial de desenvolvimento agrícola tão grande quanto o brasileiro. São as conhecidas deficiências do Brasil, principalmente de infra-estrutura, o maior entrave para retardar sua consolidação como maior produtor de alimentos do mundo.

Outras dificuldades são superáveis pela mudança de cultura. São necessários maior profissionalização, melhor organização, estudos de logística e aplicação de técnicas de alta tecnologia para alavancar o ciclo de expansão da agricultura, que deve perdurar até 2015.

O setor agrícola, responsável em grande parte pela evolução da economia nos últimos anos, está recebendo, em uma providência oportuna do governo, aporte de recursos da ordem de US$ 6 bilhões para financiamento da produção da próxima safra. São recursos destinados, principalmente, aos investimentos em equipamentos e tecnologia.

É preciso investir em produção de escala para ganhar competitividade. Uma revolução técnica permitiu a ocupação do Cerrado com uma expansão agrícola que representa o fenômeno mais importante da agricultura brasileira. Foi o primeiro grande movimento para transformar o Brasil em um dos maiores mercados de agroquímicos do mundo.

O ciclo agrícola do Cerrado ainda não se encerrou. A tecnologia resolveu os problemas de acidez e de baixa fertilidade das terras de cerrado, que se tornou mais apto devido, também, à descoberta de novas variedades de sementes (o exemplo mais notável tendo sido a soja), sem falar na melhoria genética e em outros resultados da pesquisa na região.

A agricultura brasileira teria ficado limitada às regiões Sul e Sudeste, em face das graves limitações de uso da terra nas regiões Norte e Nordeste, sem a expansão agrícola do cerrado. O movimento tem sido criticado em função do predomínio da produção em grande escala, altamente mecanizada, com pequeno espaço para a agricultura familiar e uma absorção muito pequena da mão de obra agrícola de baixa qualificação. Esse modelo, no entanto, é fundamental para ampliar a produção e atender à demanda com competitividade.

A concentração do mercado em grandes produtores é um fenômeno mundial. Os dados dos Estados Unidos e da Europa que mostram que lá acontece a mesma coisa: um número grande de pequenos produtores sai da atividade, arrenda a terra ou parte para culturas mais intensivas, em movimento semelhante ao que acontece em outros setores econômicos..

O próprio fenômeno da migração para o cerrado começou desta forma: produtores do Sul que tinham 50 hectares, passaram a comprar 500 a 1 mil hectares no cerrado. É uma consolidação da produção em escala, característica do mercado de commodities.

O campo vem reagindo para ampliar a oferta de alimentos há mais tempo do que se imagina. Os investimentos em tecnologia são muito altos na cultura da soja, mas ainda há muito espaço para crescer na produção de milho. Existe ainda um longo caminho a ser percorrido em termos de uso de variedades e de aplicação de defensivos e fertilizantes. A velocidade das economias emergentes tem sido rápida e o consumo de alimentos segue o mesmo ritmo.

O agricultor brasileiro investe significativamente em tecnologia para ampliar a produção de alimentos. Ninguém produz soja com tanta eficiência quanto os produtores brasileiros. Soja e milho estão entre as culturas que registram aumentos sucessivos no uso de defensivos mais eficientes no controle de pragas e doenças nas últimas safras.

Mas pode ser melhorado. Dos 13 milhões de hectares cultivados com milho, cerca de 4 milhões de hectares são áreas de muito baixa tecnologia, que entram nos dados oficiais e puxam a média de produtividade do Brasil para baixo. Nos produtores de ponta, a colheita supera 8 mil quilos por hectare, equivalente ao que produzem os Estados Unidos. Temos o mesmo potencial de crescimento, mas o alto nível de produtividade ainda não é o padrão.

Portanto, o mercado que investe em insumos do milho gira em torno de 9 milhões de hectares. Destes, uns 30% correspondem a alto investimento. Um fenômeno muito interessante é a evolução da safrinha: quando começou no Brasil, ela praticamente não existia e tinha baixo nível de produtividade muito menor do que a safra verão. Hoje, a área de quase 3 milhões de hectares conta com alto nível de investimento em tecnologia.

O aumento da produtividade passa necessariamente pelo aumento de consumo de defensivos, e o produtor deve ser conscientizado sobre os benefícios. A utilização de defensivos no Brasil ainda é baixa em comparação com o resto do mundo, e a demanda para controle de doença, praga e erva daninha é muito maior por tratar-se de área tropical.

A produtividade média da soja no Brasil cresceu 10,3% e o número de aplicações de defensivos aumentou 5,3% nas três últimas safras, conforme pesquisa realizada pela Kleffmann. Impulsionado pelo uso de produtos mais modernos, o investimento em produção - dólar/hectare (US$/ha) - também foi ampliado, chegando a 31,2% nas três últimas safras.

Esse resultado demonstra que o Brasil consolidou sua posição entre os mais importantes mercados de agroquímicos do mundo. Prova disso é que, ano após ano, o agricultor passou a lutar para reduzir as perdas na lavoura, modificando a linha dos produtos que utilizava e adotando o tratamento de sementes para garantir maior produtividade.

Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso registraram aumento da produtividade média no período das três safras, chegando a 3,4 toneladas por hectare no Mato Grosso contra a média nacional de 3,1 toneladas por hectare. Além do evidente aumento de tecnologia, as condições climáticas também foram favoráveis.

Os dados integram o maior levantamento de informações do setor agrícola do mundo. Trata-se de uma pesquisa realizada desde 1998 para acompanhamento da evolução de mercado, por meio de repetição amostral periódica. O levantamento realizado junto a produtores aponta que o produtor não só aumentou o número de vezes que aplicou, como também ampliou o mix de produtos.

Na região Sul do Brasil, o investimento por hectare cresceu 47%, com os produtores utilizando misturas mais modernas. A pesquisa mostrou também que produtos com maior tecnologia, que atuam de forma diferente dos tradicionais, praticamente dobraram seu mercado nas últimas safras.

Existem ainda outras novas tecnologias disponíveis: os transgênicos; o plantio direto, que vem crescendo significativamente; o uso de sementes geneticamente melhoradas; e a tecnologia de tratamento de sementes, que não existia antes. A biotecnologia é uma grande aliada não só em termos de produtividade, mas também para reduzir impactos ambientais. No segmento específico de defensivos, existe um investimento grande em fungicida e do uso de inseticidas mais modernos, que têm um impacto menor no meio ambiente.

A soja sempre foi o principal mercado de defensivos no Brasil como é para fertilizantes e máquinas. As sementes de soja são tratadas não apenas com fungicidas, mas também com inseticidas. Além disso, no caso do milho, os agricultores já adotam, em 20% da área, o fungicida foliar. O fungicida, que sempre teve importância menor no Brasil, passou a ter importância maior. E isso agora está migrando para outras culturas, crescendo no mercado de algodão e milho. Hoje o mercado de fungicida tem praticamente o peso que o de herbicidas.

O glifosato, defensivo mais vendido no mundo, é usado em praticamente toda a área de milho e soja, mas também registra um consumo crescente no algodão. O consumo deste produto no Brasil cresce amarrado à rápida expansão do uso de tecnologia transgênica, que já representa cerca de metade do mercado.

Outra limitação para expansão da produção agrícola no mundo todo são as extensas áreas de pastagens da pecuária, onde o Brasil também se destaca como um dos maiores produtores. O pecuarista tem restrições com a tecnologia e a adoção é baixa por uma questão cultural: coloca muito mais atenção em boi, que em pasto. Não usa corretamente os produtos na melhoria da qualidade da pastagem, o que permitiria produzir mais com melhor qualidade em áreas menores.

A ocupação de grandes áreas para plantio de cana-de-açúcar destinada à produção de etanol também é apontada como fator de limitação para a expansão do plantio de alimentos. Estudos revelam, no entanto, que o crescimento desse setor está desacelerando por conta da conjuntura econômica. O Brasil explora muito bem esse segmento, com uso de altas tecnologias e produtividade, o que não acontece com a fruticultura, por exemplo, onde o desempenho é muito inferior a países como Chile.

Os discípulos de Malthus, portanto, terão que esperar, talvez, mais dois séculos para verem a teoria da fome mundial vingar. A ciência provou que é capaz de dar respostas aos problemas históricos do setor agrícola, e deve provar também nos próximos anos. No caso dos defensivos, a opção do produtor é investir, porque o mercado exige competitividade. Ele pode até administrar o produto de acordo com sua necessidade, mas não pode desprezar a tecnologia.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Emdec inaugura novo acesso à Unicamp


Comunidade ganha nova via de acesso ao parque das universidades

Os alunos, professores e usuários da Unicamp ganham uma nova opção de trânsito a partir desta quarta-feira (15) com a inauguração do prolongamento da Avenida Guilherme Campos. O acesso vai ligar a universidade à uma das saídas Shoppinp Parque Dom Pedro, na região do Jardim Santa Genebra.

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) pretende que, com essa nova via de acesso, diminua o tráfego de veículos no distrito de Barão Geraldo, nas entradas das universidades Unicamp e PUC-Campinas pelo jardim Primavera e no acesso à Companhia de Desenvolvimento do Polo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec).

A execução da implantação viária da ligação das duas avenidas é resultado de uma parceria entre os setores público, privado e das universidades Unicamp e PUC-Campinas. O plano urbanístico da Prefeitura foi executado pela iniciativa privada e sob fiscalização e orientação da Secretaria Municipal de Infraestrutura.

No local foram executados serviços de terraplanagem, drenagem, pavimentação e a implantação de guias e sarjetas. A Secretaria Municipal de Serviços Públicos assumiu o projeto paisagístico, com plantio de palmeiras imperiais, capim-bambu, grama ophiopogum para forração, arbustos de moréias brancas, pandanos e agaves, que compõem dois canteiros ao longo da avenida. Numa próxima etapa do projeto, serão plantadas mudas de árvores no entorno do prolongamento da avenida.

Sinalização

A Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC) executou a sinalização horizontal e vertical do trcho, num investimento que girou em torno de R$ 45 mil. As ruas Ruthe Ferras de Angelis, Eunice Virgínia Ramos Navero e Zerillo Pereira Lopes e a Avenida Vagner Samara também foram sinalizadas.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

A população que a sociedade rejeita quer sair das ruas


Moradores de rua são alvo de um trabalho incessante da Promoção Social para recuperar vidas perdidas para o álcool


Quem de Vinhedo nunca ouviu falar do Mané Borges? É um morador de rua que tempos atrás ganhou uma fortuna na loteria e torrou todo o dinheiro com álcool, mulheres e jogo (leia matéria abaixo). Vive hoje nas ruas e seu nome virou sinônimo de miséria e fracasso. Os pais amedrontam os filhos: “Não quer estudar nem trabalhar? Quer virar um Mané Borges?”

Mané Borges é apenas mais um entre os atuais 52 moradores de rua assistidos pela Promoção Social de Vinhedo, um trabalho difícil, que busca recuperar uma população invisível aos olhos da sociedade. Segundo a psicóloga Cristiane M.M. Valli, o perfil do morador de rua é o seguinte: a grande maioria é homem (só duas mulheres) e quase a totalidade, com exceção de um, é químico dependente, de álcool, ou álcool e drogas, geralmente crack. As idades variam de 20 a 72 anos, prevalecendo a faixa de 35 a 40 anos.

“Existem três tipos de morador de rua: o itinerante, que não cria raiz no lugar, também chamado 'trecheiro'; o dependente químico crônico, que sai de casa para usar drogas nas ruas; e os que perderam vínculo com a família, muitas vezes por desilusão amorosa”, classifica a psicóloga. Segundo Cristine, com as pessoas que não podem, ou não querem, se recuperar e reintegrar a sociedade, o trabalho é de redução de danos.

Dos 52 moradores que foram acompanhados pela equipe esta semana (o número oscila, geralmente para cima), 16 estão internados em três clínicas, três vivem na “pensão”, uma casa destinada a abrigar os assistidos, oito estão na convivência da família, dois estão na Toca de Assis, dois estão presos, quatro saíram de Vinhedo, cinco vivem com recursos próprios e um morreu. “Nosso índice de sucesso é de 68%, o que é considerado um bom resultado”, destaca Cristiane.

A equipe conta com apenas seis pessoas: uma psicóloga; uma assistente social; um estagiário; dois técnicos; e a coordenadora. O trabalho de abordagem é delicado, porque essas pessoas são desconfiadas, pela própria experiência de rejeição da sociedade. Depois de muita conversa e oferta de auxílio, conseguem conquistar a confiança e atraem os moradores para o programa de recuperação. “Nosso objetivo é tentar restabelecer um projeto de vida e reaproximar as pessoas de suas famílias”, explica Cristiane. Depois da alta terapêutica dos tratamentos, o programa continua com a ressocialização através de grupos de apoio como o alcoólicos anônimos, e com encaminhamento a cursos de reciclagem educacional.

Preconceito dificulta reinserção na sociedade

Uma das maiores dificuldades para consolidar a recuperação dos moradores de rua, depois de passar por todas as fases do programa e estar apto para a reinserção na sociedade, é a oportunidade de uma vaga no mercado de trabalho. O preconceito impera entre os empregadores, com base nos antecedentes destas pessoas, de vício e envolvimento em crimes, baixa qualificação e tempo fora do mercado.

É a dificuldade que está sentindo Marcelo Ferreira Silva, de 33 anos, já fora das ruas , ainda seguindo fases do programa de recuperação, mas sem oportunidade de uma ocupação profissional, um risco para a recaída e volta ao universo dos excluídos.
Marcelo sofreu uma profunda desilusão amorosa em Sumaré, onde era casado, tinha um filho e trabalhava como autônomo. Há pouco mais de um ano rompeu com a família e caiu na estrada, vindo acabar em Vinhedo. Alcoólatra e envolvido com drogas, deixou de trabalhar e passou a sobreviver pela caridade dos moradores do Aquárius. “Ia comprar uma casinha mas minha mulher não gostou do lugar. Brigamos e fui embora”, conta.

Envolvido com as más companhias e drogas, Marcelo foi resgatado pela equipe da Promoção Social, ficou quatro meses internado na clínica Raio de Sol. Quando se sentiu melhor foi visitar o filho no aniversário de seis anos. “Dormi com ele e estava bem, mas não sei porque usei novamente”, disse, referindo-se a uma recaída que o fez voltar à estaca zero. Continua internado em recuperação, e luta diariamente contra “uma doença que não tem cura”, declara, consciente que deverá se controlar o resto da vida.

Tudo que ele quer é encontrar um emprego com carteira assinada, ou trabalhar de caseiro em alguma chácara, para se estabilizar para tentar recuperar o filho. “Faço uns bicos e às vezes fico até de noite trabalhando para não cair na tentação do primeiro gole”, revela. Ele ainda 'mora' na clínica, onde participa de reuniões de grupo.

“A sociedade deve entender que as pessoas estão na rua porque não têm onde morar, que o alcoolismo é uma doença e muito não têm coragem de pedir ajuda”, reforça. “Vivos somos traídos; presos somos esquecidos; e mortos somos saudades”, filosofa.

Casal fugiu do Paraná após denunciar traficantes

O casal Eduardo Farias da Silva (44) e Juliana Leite (28) fugiu do Paraná depois de denunciarem o tráfico de drogas nas imediações onde moravam. “Se ficássemos lá a polícia matava, porque começaram a nos perseguir. Sobrou o mundo”, conta Eduardo. Depois do ocorrido, não tinha mais confiança em ninguém, e evitava as pessoas.
Juliana, alcoólatra como Eduardo, já tinha separado do marido, que ficou com a guarda dos três filhos. “Ele também era traficante, mas o juiz deu a guarda”, conta. Ela trabalhava na roça de café no Paraná, na capina e colheita.

Companheiros de copo e de estrada, Eduardo e Juliana andarilharam até chegar em Vinhedo, onde foram morar no mato. Montaram um espaço ao relento onde cozinhavam, com panelas velhas doadas, em um fogão a lenha improvisado com tijolos, próximo da Estrada da Capela. Juntaram algumas tralhas e ali viveram por três anos. Um dia roubaram suas coisas e encontraram abrigo na Igreja.

Eles mesmos têm preconceito das pessoas de rua. “Se tirar 10% o resto não vale nada”, diz Eduardo, desapontado com a traição. Em albergue se recusa a ficar, porque “só tem drogado, assassino e muita briga”, afirma. A esperança deles, que hoje moram na “pensão”, é arrumar emprego na agricultura da região.

Mané Borges: Uma das maiores 'lendas' de Vinhedo


Conhecido como um dos mais ilustres cidadãos vinhedenses, 'Mané' conta um pouco da sua fantástica história

BRUNO MATHEUS
bruno.matheus@folhanoticias.com.br

Do que se precisa para ser feliz? Quanto 'custa' para se ter uma vida plena e satisfeita? Uma boa reflexão sobre estas perguntas pode ser feita após um incrível papo com uma das maiores personalidades vinhedenses: Mané Borges. Quem não conhece, no mínimo já ouviu falar dele. Cidadão das ruas e bares, ele possui uma popularidade tão grande que alguns afirmam que o ilustre poderia ser facilmente eleito para vereador. “Quem não conhece o Mané, não conhece ninguém”, resumiu um de seus amigos.
Após um 'concerto' musical no 'Bar do Becker', na Rua Jundiaí – Centro, o 'multi-instrumentista' contou um pouco de suas experiências e histórias fantásticas com muita simpatia e bom humor.

Início na roça
“Nasci em Vinhedo mesmo e desde cedo trabalhava na roça carpindo. Perdi minha mãe com nove anos mas ela me ensinou que eu não devia roubar nunca. Depois fui criado por minha tia e estudei até a 2ª série. Mesmo nas ruas, nunca fumei e sempre tive boa conduta”, contou Mané. Ele também afirmou que já trabalhou na Rigesa, em Valinhos, época em que foi casado e teve quatro filhos. Aliás, foi nesta mesma fase que um certo dia Mané teve sua vida transformada.

A sorte grande
“Foi em 1973, eu estava saindo do trabalho quando um homem passou na rua e insistiu para que eu comprasse um bilhete de loteria. Eu não queria, mas resolvi arriscar. Quando vi o resultado depois, quase caí de costas”. Mané Borges ganhara uma 'bolada' na loteria o que garantiu ser hoje o equivalente a R$ 300 mil. “Porém, nesse tempo eu bebia muito e também comprei muitos carros, mesmo sem nunca ter tirado carteira de motorista. Um dos automóveis que tive foi um Simca Chambord vermelho e branco (um dos carros mais desejados da época). Gostava muito dele e fiquei com o 'Rabo de peixe' uns cinco anos até vendê-lo para o Kadú Galvão, que me pagou o triplo do valor. Hoje ele está lá no Wooly Bully”, relembrou.

Da 'pinga' a Turbaína
Mané Borges sempre vagou pela cidade, principalmente pela região central e praça Sant'Ana. Por tocar vários instrumentos, “toco violão, timba, percussão e canto”, afirmou, foi integrante da famosa 'Banda do Brejo' em Valinhos, onde tocava zabumba. O ilustre vinhedense também atuou nos desfiles da extinta escola de samba Garganta Seca. No entanto, por seus problemas com o alcoolismo foi internado na casa de reabilitação 'Raio de Sol'. Também passou dois anos e meio na 'Toca de Assis'.

Pelo tempo 'fora' das ruas, muitos pensaram que Mané tinha morrido. Recuperado, Mané continua frequentador assíduo de vários bares da cidade como o 'Bar do Rocha', mas só para manter o papo em dia com os amigos pois largou a 'pinga' e agora só toma Turbaína e leite.

O legado de Mané Borges

Detentor de um impressionante carisma, o personagem das ruas afirmou também que é sobrinho do lendário homem do poço. Piadista, sobre sua fama contou: “Uma vez eu estava em Ribeirão Preto sem carta, achei que ia ter o carro apreendido mas o policial que me viu me conhecia. Ele me parou e falou: 'Mané, você está sem carteira, né!?', eu admiti que sim e ele concluiu: 'Vai, pode seguir sossegado'.

Hoje, aos 61 anos, é praticante de bocha (afirmou que é campeão), sinuca, dominó e jogos de baralho como 'bisca'. Até pouco tempo atrás catava latinha mas atualmente atua mais como 'músico' às sexta-feiras no 'Bar do Becker', onde se apresenta com vários amigos entre eles João Cigano. Sobre seu gosto musical comentou: “Gosto de Nélson Gonçalves, Raul Seixas e Elvis Presley, mas meu gênero favorito é música caipira”.

Mané Borges está presente até no site de relacionamentos orkut, onde a ele é dedicada uma comunidade que integra 370 membros. A 'lenda' vinhedense finalizou proferindo: “Já fui atropelado várias vezes, assaltado e até me botaram fogo (ele passou quatro dias internado. Contribuo com as pessoas doando sangue, sou O positivo – doador universal. Como no La Budega porque me fazem um preço legal. Ressalto muito a amizade pois quem tem amigo, tem tudo. Sou muito feliz assim”.

Sociedade exclui e ignora


“Ligeira”, “trecheiro”, mendigo, indigente, pedinte, miserável, sem teto ou simplesmente morador de rua. Não importa a denominação, mas sim a condição de vida que possui um contingente incalculável de pessoas alijadas, marginalizadas, excluídas do convívio normal, e na grande maioria discriminadas, desprezadas e rejeitadas pela sociedade.

É uma população que cresce a cada dia como resultado inevitável do sistema capitalista copiado do modelo americano onde os vencedores ficam ricos e os perdedores são simplesmente descartados da mesma forma que produtos de consumo com validade vencida. A reportagem da “Folha de Vinhedo” foi investigar a realidade dos moradores de rua da cidade e encontrou pessoas frágeis, desiludidas e, invariavelmente, com problemas emocionais e de consumo de drogas, principalmente alcoolismo.

Um resultado que era esperado e não revelou muitas surpresas. Mas o trabalho desenvolvido pela Promoção Social na tentativa de resgatar essas vidas perdidas para o álcool, e o envolvimento de outros setores do poder público e entidades para atendimento a essa população, se revelou bastante interessante. Surpresa mesmo surgiu na entrevista do repórter Bruno Matheus com o morador de rua mais ilustre de Vinhedo, ícone e herói dos desgarrados do convívio familiar e social 'normal': Mané Borges, homem que ganhou na loteria e terminou nas ruas, venceu o álcool e hoje diz que vive feliz com sua condição.

O que mudou a vida de Mané Borges foi a fortuna repentina inesperada, e a dos outros moradores de rua a miséria gradativa e anunciada. O combustível para a jornada às sarjetas foi, para 95% dos casos, o alcoolismo. Daí surgiram a desagregação familiar, profissional e social. As desilusões amorosas fazem parte da maioria das histórias destes moradores como justificativa para a situação em que se encontram.

O resultado de recuperação dos moradores de rua pelo CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), de mais de 60%, é bastante expressivo, principalmente por se tratar de uma população resistente a mudanças em seu modo de vida, tanto por aqueles que escolheram essa opção, como pelos que não acreditam mais na possibilidade de voltar a integrar a sociedade. Os poucos que tentam enfrentam grandes dificuldades para reinserção no mercado de trabalho e são diariamente tentados a recaídas no alcoolismo.

A mudança de olhar da sociedade em relação a essas pessoas poderia ajudar bastante a facilitar o caminho de volta, mas a resistência parece ser muito maior que a daqueles que querem deixar as ruas.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Grupo Primavera incentiva leitura com kit de boneca, livro e bolsa


Criar o hábito de ler e desenvolver na criança o cuidado com seus pertences são os objetivos do kit, que traz uma boneca representando a personagem principal da história

A personagem principal do livro infantil ‘Sofia descobre o anjinho da guarda’, da autora Adri Weber, ganhou o formato de uma boneca de pano desenvolvida pela oficina de produção da ONG Grupo Primavera, de Campinas. A boneca segue as características descritas na publicação e integra um kit, formado também por uma bolsa em tecido e lápis de cor, à venda na Oficina Primavera, localizada no Galleria Shopping, em Campinas.

O objetivo do kit é fazer com que a criança aprenda o conceito de cuidar do livro e a partir de então adquira o interesse por mantê-lo sempre bem conservado. Em contato com a história, o pequeno leitor pode desenvolver sua criatividade com brincadeiras e desenhos, a partir da boneca Sofia e dos lápis coloridos que compõem o conjunto.

A escritora Adri Weber, que mora em Porto Alegre, também é voluntária em um projeto educacional com crianças moradoras de abrigos. ‘A parceria firmada com o Grupo Primavera só fortalece minha atuação voluntária. É ótimo poder trabalhar em equipe e com o kit teremos a possibilidade de atingirmos muito mais crianças’, diz.

A autora doou à instituição o montante em livros referente ao valor dos direitos autorais das obras em que a personagem Sofia é protagonista. Para ela, o trabalho desenvolvido pela ONG é diferenciado. “O Grupo Primavera pensa nos detalhes de cada uma das atividades. Nos projetos educacionais, por exemplo, há uma preocupação não só com o ensino e a educação da criança, como também com todos os componentes necessários para desenvolver seu potencial, aumentar seu aproveitamento e mantê-la nas atividades. Esse é um diferencial da ONG. Além disso, é uma entidade que trabalha apenas com meninas e mulheres que passarão para as próximas gerações todo o aprendizado obtido ali”. Para ela, a mudança na vida dessas mulheres é fundamental na cultura de suas famílias.

Kit

A bolsa, feita com tecido colorido, tem espaço interno desenvolvido especialmente para acomodar os lápis de cor e o livro e um bolso externo para que a criança tenha a opção de encaixar a boneca Sofia. No período pós-lançamento, os kits estão à venda exclusivamente na loja Oficina Primavera, localizada no piso 1 do Galleria Shopping, por R$ 55. Há ainda a opção da compra do livro por R$ 12 e apenas a boneca por R$ 28. O kit também estará à venda em livrarias, posteriormente.

O Grupo Primavera atende diariamente cerca de 400 meninas no Jardim São Marcos e conta com o apoio financeiro de empresas e o trabalho de inúmeros voluntários para a realização de seus programas sócio-educacionais, visando a inserção social e profissional do futuro das jovens.

Oficina Primavera - fone: (19) 3206.0267.

Piso 1 do Galleria Shopping – em Campinas

O planeta pede socorro


Muito se fala de desenvolvimento sustentável e redução da emissão de poluentes no mundo todo, diante do eminente desastre que será causado pelo aquecimento global e destruição da natureza, sem que no entanto medidas eficazes sejam efetivamente aplicadas para reverter essa tendência.

O que a humanidade quer é continuar o crescimento econômico e ampliar o consumo, condições de melhoria da qualidade de vida humana, embora signifique sacrificar a natureza e, a longo prazo, comprometer toda a vida no planeta, inclusive a humana. Ironicamente a crise financeira mundial foi a medida mais eficaz, nos últimos anos, para reduzir o ritmo de devastação imposto pelo sistema de produção industrial, gerando grande preocupação quanto ao impacto na segurança alimentar dos países pobres e no conforto dos países ricos.

Não existe uma fórmula única que possa resolver o problema, mas um conjunto de medidas racionais aplicadas de acordo com cada realidade regional pode equacionar a relação custo benefício no sentido ambiental, ou seja, investimento em sistemas de produção com menor impacto na natureza para obtenção de produtos de consumo, mesmo que isso signifique maior custo de produção, ou uma compensação, como a fórmula de créditos de carbono, para garantir a melhoria no meio ambiente.

Outras ações, aparentemente de pequeno porte, podem se somar para mudar os padrões de produção, de hábitos de consumo e de modo de vida, sem comprometer a qualidade global de vida e a natureza. Os estudos em produção de energia limpa de fonte solar ou eólica avançam, a utilização de combustíveis renováveis também, mas nada ainda em escala suficiente para reduzir sensivelmente a emissão de gases nocivos.

Tome-se por exemplo a evolução da produção do etanol no Brasil, que substituiu em boa parte o consumo de combustíveis fósseis e desenvolveu fórmulas de aproveitamento dos resíduos com resultados favoráveis à natureza: o vinhoto, que no início era descartado na natureza poluindo os mananciais, hoje é aproveitado como fertilizante, e o bagaço é usado na produção de energia elétrica, que proporciona autonomia às usinas e até gera excedente distribuído na rede.

Ainda não foram resolvidos os problemas das queimadas, mas a colheita mecanizada avança, a produção de energia é térmica e gera poluentes, e a ocupação de extensas áreas não tem solução à vista. Não é também uma fonte de energia totalmente limpa, que não comprometa o aquecimento global, mas sem dúvida gera um impacto menor no meio ambiente.

O conceito de sustentabilidade deve atacar as três maiores fontes de poluição no planeta: a construção civil, os meios de transporte e a produção industrial. Não há que se falar, ainda, da produção agrícola por monoculturas, porque é essencial para a sobrevivência da humanidade, mas deve ser tratada como um capítulo à parte na busca de soluções de menor impacto. A imposição de áreas de proteção ambiental, pelo Ibama, tem gerado protestos de agricultores pelo excesso de rigor.

Nos Estados Unidos o maior consumo de energia e eletricidade ocorre na construção de edifícios, sejam industriais, residenciais ou comerciais. No Brasil o alto índice de desperdício de materiais e o não reaproveitamento do entulho é notório e oneroso.

A adoção de medidas ecológicas durante as obras, primeiro com a escolha do local que não implique em desmatamento ou assoreamento de mananciais, depois com economia de água e de energia no uso de aço, de madeira certificada, tintas à base de água e plástico reciclado, lâmpadas econômicas, amplas janelas para iluminação e ventilação, e vidros especiais para isolar o calor do sol, são medidas que reduzem o impacto
ambiental não somente durante as obras, mas permanecem após a ocupação.

Durante o lançamento do programa Minha Casa Minha Vida, do Governo Federal, que pretende construir um milhão de moradias, foi anunciada a instalação de coletores solares em todas as unidades para aquecimento de água, uma medida que vai gerar importante economia de energia. Está sendo avaliada também a construção de cisternas, para captação e aproveitamento da água de chuva.

Os meios de transporte devem ser equacionados, com ampla campanha que priorize o transporte coletivo e não o individual, como atualmente. A indústria automobilística é uma das molas propulsoras da maioria das economias contemporâneas, talvez a mais afetada pela crise econômica, mas pouco se fala do padrão dos produtos: veículos de uso pessoal, de grandes dimensões, na maioria das vezes desnecessárias, e de alto consumo, com pouca ênfase na produção de ônibus, trens, embarcações e aeronaves, de uso coletivo.

O transporte individual não gera impacto apenas no consumo pessoal, mas exige também a construção e ampliação permanente do sistema viário, a construção de áreas para estacionamento e outras obras que geram mais custos e poluição. Além da impermeabilização do solo, uma das maiores causas de enchentes nas grandes cidades.

Finalmente a produção industrial de bens de consumo que, na procura de redução de custos com vistas à competitividade, não prioriza a redução de emissão de poluentes, o uso de materiais e equipamentos de maior qualidade e durabilidade, ou mesmo um ambiente mais favorável aos trabalhadores. A concepção do produto descartável e de rápida reposição amplia não só os lucros, mas também o desperdício e as agressões ao meio ambiente. O enorme volume de lixo gerado pelo consumo de descartáveis é atualmente um dos maiores problemas das cidades, tanto pela falta de espaço adequado para o descarte como pelo impacto na natureza. O mais notório é o dos plásticos,
largamente utilizado em embalagens de produtos.

Somente a união de esforços das empresas, governos e consumidores, em colaboração mútua direcionada à proteção do meio ambiente e melhoria da qualidade de vida, pode garantir um futuro melhor para as próximas gerações. E a natureza agradece.